O meu pai morreu há quatro meses e eu fui ao primeiro clube libertino da minha vida na semana passada

O meu pai morreu há quatro meses, AVC fulminante, 73 anos, foi rápido, foi limpo, não houve sofrimento prolongado. Foi tudo aquilo que se diz quando um pai morre bem (se isso existe). A semana passada fui ao primeiro clube libertino da minha vida. Foi com o meu marido. Tinha falado nisso pela primeira vez há oito anos atrás, depois nunca mais. Há quatro meses, no funeral, durante uma das pausas em que estavamos no carro a fugir da família por dez minutos, ele disse: 'quero que vivamos coisas que prometemos viver.' Eu chorei e disse sim. A noite foi o que era. Conhecemos um casal, ficamos no bar a falar três horas, não houve troca, vimos as salas, voltamos para casa de táxi. Não foi uma noite extraordinária. Foi uma noite normal de pessoas que não sabem se vão voltar. O que não previa: senti vergonha de mim no dia seguinte. Não pelo clube. Pelo facto de eu ter tido prazer numa semana em que ainda choro pelo meu pai todas as manhãs no chuveiro. Acho que tenho a ideia de que viuvez (filha-viuvez) deveria ter um período fixo de cinzas onde o desejo está suspenso por respeito. É essa a regra? Existe essa regra? Ou eu fabriquei essa regra e estou a usá-la para me punir por estar viva enquanto o meu pai não está?

obuny obuny

obuny — online community for consenting adults

obuny is an adult community and chat platform for couples and singles. Encrypted private messaging, public rooms, anonymous Q&A. Free, beta. Available in French, Hebrew, English, German, Spanish, Italian, Dutch, Portuguese, Russian.