Sou católica praticante, vou à missa ao domingo, e ao sábado vou a clubes liberais com o meu marido

Domingo passado, depois da missa, café com uma amiga da catequese na esplanada. Três segundos a palavra estava na minha boca. Engoli e falei do peditório. Cinco anos a viver com duas identidades que não se cruzam. Porto Boavista, casada há 17 anos, três filhos em colégio católico, ativa na paróquia, dou catequese aos meninos da primeira comunhão. O meu marido também católico mas menos praticante. E cinco anos no ambiente portuense, festa numa casa na Foz para começar, depois mais, agora vamos regularmente a eventos, pequeno grupo de três ou quatro casais, tudo normal dentro do nosso mundo. Ninguém do meu ambiente de fé sabe nada. Ninguém. Nem a minha irmã, nem as amigas da catequese, muito menos o pároco. O meu marido vive as duas coisas sem conflito, não vê contradição e não lhe roça. A mim roça-me. Não no sentido de achar que o que fazemos é errado, essa pergunta respondi-a depois de anos. Mas ter de levar duas identidades completas que nunca se cruzam esgota-me. Quem de vocês vive com esta tensão? Católicas ou cristãs praticantes no ambiente, como aguentam? Têm alguma pessoa que saiba as duas coisas? Falaram com um confessor ou um diretor espiritual aberto? Ou simplesmente vivem com a tensão e ela nunca desaparece?

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